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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A Mensagem de 1888

A Assembléia da Associação Geral realizada em Minneapolis (1888) foi a mais importante e ao mesmo tempo a mais mal compreendida da história adventista. O que foi discutido nessa assembléia? Qual a essência da mensagem de 1888 e por que ela é tão importante para nós hoje? E finalmente, como pode essa mensagem revitalizar nossa vida e a Igreja Adventista no século XXI?
Depois de 120 anos a mensagem sobre Justificação pela Fé dos pastores Alonzo T Jones (1850-1923) e Ellet J Waggoner (1855-1916), continuam relevantes. Ellen White endossou este tema respondendo que a mensagem do terceiro anjo a ser pregada é a Justificação pela Fé.

Até que o Amor Acabe ...

Depois de casada, a esposa conservou em segredo uma caixa, e pediu para que seu esposo nunca a olhasse. Um dia, depois que sua esposa saiu, ele não suportando a curiosidade, abriu a caixa, e encontrou, para seu espanto, três ovos e R$ 3.000,00. Contando para esposa, perguntou o porquê daqueles ovos. Ela disse que cada vez que ele a entristecia, ela colocava um ovo na caixa. Feliz da vida, ele exclama: "Mas eu sou um ótimo esposo, somente três erros em um ano de casado!" E o dinheiro ele pergunta eufórico? Ela respondeu: "cada vez que completa uma dúzia, eu vendo os ovos e guardo o dinheiro”.

“Alcançar a devida compreensão da relação matrimonial é obra da vida inteira. Os que se casam ingressam numa escola onde nunca, nesta vida, se diplomarão” (EGW, 3TS, 95). “Por mais cuidadosa e sabiamente que se tenha entrado no casamento, poucos casais se encontram completamente unidos ao realizar-se a cerimônia matrimonial. A real união dos dois em matrimônio, é obra dos anos subseqüentes”. (EGW, CBV, 359 e 360). “Pessoa alguma pode com mais eficácia estragar a felicidade e a utilidade de uma mulher, e tornar-lhe a vida mais pungente fardo, que seu marido; e ninguém pode fazer a centésima parte para despedaçar as esperanças e aspirações de um homem, para lhe paralisar as energias e arruinar-lhe a influência e as perspectivas, como sua própria esposa” (EGW, LA, 43).

Depois de considerar estes textos pense sobre o amor...

O dicionário definie:

AMAR: Ter amor há / Praticar o amor físico com / Ter amor, estar enamorado / Ter sentimento mútuo de amor, ternura e paixão / Praticar o ato sexual.

AMOR: Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outro / Sentimento de dedicação absoluta de um ser ao outro ou de uma causa / Inclinação sexual forte por outra pessoa / Devoção extrema.

Igualar o amor a sentimento ou mesmo emoções é dizer o que ele realmente não é. Charles Dodd confirma que : “A princípio, amor, não é uma afeição ou emoção; basicamente, é uma determinação ativa da vontade”. Já Ellen White afirma: “A excelência e valor do puro amor consiste em sua eficiência em fazer o bem, e nada mais do que o bem”... “O amor”, continua ela “é um princípio ativo; ele preserva o bem das outras pessoas continuamente perante nós”.

Amar é um verbo e como todo verbo ele sempre pratica ação, ele faz e não simplesmente sente. Do livro “O mito da grama mais verde”, extraí uma definição sobre o amor, veja: “O amor não é uma vítima de nossas emoções, mas um servo da minha vontade”. Pense nisto: “O amor deve ser visto no olhar e nas maneiras, e ouvido nos tons da voz” (EGW, LA, 109).

Amigos, o mundo desprestigiou a legitimidade do casamento, nossa sociedade desvalorizou princípios morais e com isso o voto matrimonial feito diante de Deus se tornou hoje algo momentâneo fruto de uma cerimônia passageira, a música diz “que seja eterno enquanto dure esse nosso amor” ou “o nosso a gente inventa pra se distrair, e quando passa a gente pensa que ele nunca existiu, o nosso amor à gente inventa”.

Contudo a Bíblia assegura que o AMOR JAMAIS ACABA.

"O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba" 1Co 13:4-8.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O Cordeiro e o Leão

Em nossa mente finita é difícil compreender alguns símbolos como, por exemplo, o Cordeiro e o Leão atribuídos a Cristo. No livro do Apocalipse essa dualidade aparece logo no início do livro Ap 5.5-6 “Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos. Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra”.

Cristo é o Leão da tribo de Judá (cf. Hb 7.14 “É evidente que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo à qual Moisés nunca atribuiu sacerdotes”), e ao mesmo tempo é o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo, como também o Cordeiro que tira os pecados do mundo. cf. Ap 13.8 e Jo 1.29.

Esses dois símbolos confirmam nossa vitória ao lado do Cristo. Como cordeiro a vitória sobre a culpa, o poder e a presença do pecado. Como Leão a certeza de que o Seu reino subsistirá para sempre cf. Dn 2.44 “Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre”.

Como cordeiro Cristo é nosso Salvador, e como Leão é nosso Senhor. A tendência nos dias hodiernos é aceitar a Cristo, essa disposição está sendo embalada pela mídia, contudo vemos uma grande disparidade. Nós queremos aceitar a Jesus apenas como Salvador de nossa vida, e não como Senhor. A razão disso é simples: não queremos fazer mudanças. Nossa inserção no mundo terreno é tão completa que mudar é um constrangimento que poucos aceitam sofrer. Aceitar a Cristo como Senhor implica em submissão, e poucos estão dispostos a isso.

LeRoy Edwin Froom em seu livro A Vinda do Consolador afirma: “Em nosso coração há um trono e uma cruz”. Não aceitar a Cristo como Senhor é deixá-lo na cruz. na concretização da nossa vitória em Cristo, Ele tem que ser o Leão da tribo de Judá e o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Em outras palavras Cristo quer ser Senhor e Salvador.